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Proteção Animal

Publicado: Sexta, 15 de Março de 2019, 12h35 | Última atualização em Sexta, 15 de Março de 2019, 13h39

Grupo de servidores promove ações de bem-estar animal no Campus Pouso Alegre

IMG 20170904 WA0004O grupo “Adote um Pet do IF” surgiu no final de 2018, mas antes mesmo, quando as atividades da escola foram transferidas do galpão da Avenida João Beraldo para o bairro Parque Real, em dezembro de 2013, muitos animais receberam ajuda e foram adotados através da divulgação dos servidores nas redes sociais. Em quase seis anos, foram 33 adoções, todas registradas com fotos, a história do animal e os cuidados que receberam até irem para um lar. (Na foto, cães do campus que foram adotados pelo jornalista William Sanches).

" A presença de animais, principalmente cães, em ambiente escolar é uma constante. Assim, não somente o Campus Pouso Alegre convive com essa situação, como todas as instituições de educação e outros espaços públicos. Nós temos feito o que nos é possível. Contribuímos voluntariamente para que os animais que estão no campus sejam castrados, vacinados, vermifugados, alimentados. Encaminhamos alguns animais para os hoteizinhos ou lares provisórios e divulgamos os animais disponíveis para adoção", explicou a servidora Eliane Silva Ribeiro, uma das integrantes do grupo.

Recentemente o grupo criou uma página nas redes sociais (facebook.com/AdoteumPetdoIF). Nela, o grupo incentiva a adoção de animais que aparecem no Campus. Atualmente há oito cães esperando por uma família, três deles em um hotel para cães custeados pelo próprio grupo. Os recursos vem de doações dos servidores e de ações como venda de rifa pelo face e a confecção de um calendário que mostra fotos de animais adotados na escola e os que ainda podem estão para adoção.

Nesse mês de março, em comemoração ao dia dos animais, celebrado no dia 14, o grupo promoveu uma exposição de fotos de cães do Centro de Bem Estar Animal de Pouso Alegre e um bate-papo com a presidente da ONG SOS Bichos de Pouso Alegre, servidores e alunos da instituição. “A gente acredita que a sensibilização em relação à responsabilidade social de cada pessoa para contribuir com a melhora do meio ambiente urbano e da posse responsável dos animais começa dentro das escolas, com a conscientização dos mais jovens que são grandes propagadores de informação, e eles vão levar para as famílias essas novas ideias mais conscientes”, disse a protetora.

Para os alunos foi um momento de tirar as dúvidas. “Achei muito importante. Um tema que deveria ser mais debatido principalmente com os jovens porque Roda conversa bem estar animal 5podemos ajudar e fazer uma diferença muito grande. A partir desse bate papo espero poder voluntariar mais”. (Brendo Henrique Gonçalves Fonseca - 2º Técnico Informática).

Para Leonardo Patrick Silva, aluno do 1º ano Técnico em Informática, foi uma conversa esclarecedora. “Importante o cuidado com os animais porque eles também são seres vivos e não objetos. Importante entender sobre a castração porque os animais nas ruas que não são castrados terão filhotes que sofrerão também nas ruas”.

Entendendo melhor o problema, os alunos também se propuseram a ajudar. “Você ter um bate papo e conscientizar, ainda que um grupo mínimo de pessoas, esse grupo vai fazer a diferença levando a mensagem para outras pessoas e trazendo mais pessoas para essa causa que é maravilhosa. Quero tentar colocar um projeto aqui no Campus que atenda esses animais que são quem mais precisam de ajuda”, contou João Gabriel da Costa Silva - 2º ano Técnico em Administração.

Além de ter esclarecido muito das nossas dúvidas, principalmente sobre castração e adoção, esse bate-papo foi importante pra gente saber o que podemos fazer em relação aos animais porque gostamos e sentimos dó, mas quais medidas podemos tomar para melhorar? Agora sabemos o que fazer tanto aqui no Instituto como em outras situações”, disse Maria Fernanda de Lima Arcanjo -
1º ano Técnico em Administração.

Segundo Eliane, as campanha educativas na escola continuarão. “Temos trabalhado junto aos alunos com campanhas educativas alertando sobre a posse responsável, os riscos da alimentação inadequada, campanhas de adoção. Há alguns semestres temos discutido essas questões, mas desde agosto do ano passado esse trabalho está entre os prioritários. Nosso próximo passo é o trabalho com a comunidade próxima ao campus no intuito de reduzir a reprodução descontrolada desses animais, o abandono e maus tratos. Temos ciência de que isso é responsabilidade do poder público municipal, mas se não há uma ação efetiva do órgão competente, nós devemos fazer o que é possível. Não estamos nos distanciando do nosso papel enquanto instituição de ensino quando implementamos essas ações, pois além de promovermos a reflexão sobre o nosso papel enquanto “humanos”, promovemos a discussão sobre cidadania, cuidado com o meio ambiente, ética, responsabilidade social”.

Campo de Concentracão

Exposição bem estar animal 4A exposição intitulada “Campo de Concentracão” foi idealizada pela protetora Polly Morais. A ideia era incentivar a adoção dos animais que vivem no Centro de Bem Estar Animal de Pouso Alegre. Assim como todas as pessoas que não conhecem um canil público, a realidade foi impactante. “A minha primeira impressão era de que esses animais tinham abrigo e alimento, mas não tinham carinho e cuidado que eles teriam se estivesse com uma família. A ideia dessa exposição é incentivar a adoção pelo contrário, não pelo animal bonitinho, mas mostrando o sofrimento que esse animal enfrenta quando ele não tem uma família, não tem a atenção necessária. Espero que as pessoas pensem antes de comprar um animal porque elas podem adotar um animal abandonado e fazê-lo feliz”.

A blogueira Gabriela Capone também atuou como fotógrafa nessa exposição. “Eu vi em alguns lugares que fazer fotos dos animais arrumadinhos, num lugar mais bonito chamava a atenção das pessoas, favorecia a adoção. Chegamos a levar esses adereços para as fotos, mas quando chegamos lá ficamos surpresas com a situação dos animais. Foram resgatados, não estavam mais nas ruas, mas não estavam felizes. Cada um tinha sua cela. Tinham abrigo e comida, mas não tinham liberdade. O que a gente via no olhar deles é que eles não tinham carinho, era um olhar de tristeza. Não seguramos as lágrimas”.

Desde então, Gabriela incentiva a adoção de animais em suas redes sociais. “Eu tenho três gatas adotadas e uma eu resgatei das ruas. É nela que eu mais percebo o olhar de gratidão. Em vez de comprar e financiar canis que reproduzem os animais de qualquer forma é muito mais gostoso, dá muito mais prazer a gente tirar um animal que estava na rua passando fome, sentindo frio, levar para casa e ver no rostinho do animal o amor puro que eles tem. Só quem adota conhece esse amor”.

 

Assessoria de Comunicação

Fotos da Galeria: Animais adotados no IF

IFSULDEMINAS  - Campus Pouso Alegre

 

 

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