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Incidente em Antares

Publicado: Sexta, 09 de Novembro de 2018, 16h35 | Última atualização em Sexta, 09 de Novembro de 2018, 16h42

Alunos de Informática interpretam um dos clássicos da literatura brasileira

Incidente em Antares 91No palco, sete defuntos que, tendo os corpos impedidos de serem enterrados em decorrência de uma greve dos coveiros, retornam à vida para exigirem seus direitos. “Incidente em Antares” foi o último romance escrito por Érico Veríssimo em 1971. Na noite desta quinta-feira, 08, foi interpretado pelos alunos do 1º anos do curso de Informática Integrado.

Durante a peça, o sobrenatural esteve presente, misturando a mensagem de luta pela liberdade, pelos direitos dos trabalhadores e as questões familiares. Desde a escolha dos atores, os ensaios, cenografia e figurino ficou sob a responsabilidade dos alunos. “Esses meninos pegaram um texto dificílimo, extenso, emblemático na história da literatura brasileira, que já foi adaptado para o teatro e televisão e colocaram com clareza no palco. Eu aprendi demais com eles. Eles foram livres para poder criar e criaram. A arte em tempos de liberdade é riquíssima. É isso que eu defendo a todo momento”, contou, emocionado o professor de Artes, Emerson Simões.

A apresentação teve início no auditório e seguiu para o pátio da escola, sempre Incidente em Antares 75acompanhada pelos olhares atentos dos familiares e amigos dos estudantes. Letícia Venâncio Dutra da Costa, que interpretou um dos mortos, falou da experiência de interpretar Quitéria Campolargo, a matriarca da cidade, que morreu vítima de um infarto. “Foi muito difícil porque tínhamos que fazer um trabalho em grupo e a gente tinha que entrar num personagem que está muito distante da nossa realidade, principalmente na hora de deitar no caixão e sentir que você está morto e vai reviver para exigir os seus direitos. Somos adolescentes de 16 anos atuando como personagens mais velhos que passaram por histórias muito difíceis que a gente nunca passou. Tivemos um trabalho muito grande para trabalhar a maturidade e a concentração. Mas valeu muito a pena! Adquirimos uma experiência a mais com a história daqueles personagens”.

O texto forte, mas trabalhado com muita maturidade pelos alunos emocionou o público que, ao final da peça, aplaudiu em pé. “Foi um orgulho muito grande. Meu menino participou e eu não esperava tanto. Eu me emocionei de verdade”, disse Rita de Fátima Vilela.

A apresentação encerrou o 4º Festival de Artes Cênicas do IFSULDEMINAS – Campus Pouso Alegre que teve também a apresentação de “O Mágico de Oz” e “Alice no país das maravilhas”.

Ascom/Campus Pouso Alegre

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